Presidente do Itaú: juros altos devem manter inadimplência em alta
Milton Maluhy Filho, presidente do Itaú Unibanco, afirmou que os juros brasileiros seguem elevados e devem continuar a se refletir em um aumento da...
Categoria: Consumo
O presidente do Itaú Unibanco, Milton Maluhy Filho, afirmou que os juros brasileiros seguem elevados e devem continuar a se refletir em um aumento da inadimplência e a impactar o orçamento das famílias. "Não há quem defenda juros nesse patamar. O juro real [descontado a inflação] no Brasil, hoje, é muito alto [...] e o que a gente precisa realmente é trabalhar para levar as taxas para um patamar mais baixo", afirmou o executivo em entrevista ao Radar GloboNews, destacando que o ideal seria que as taxas caíssem para apenas um dígito. Inadimplência e juros Segundo Maluhy Filho, o custo do crédito continua pesando sobre as famílias e tende a manter a pressão sobre a inadimplência. "É [com os juros em patamares mais baixos] que conseguimos crescer a carteira [de crédito] com vigor, onde as famílias de fato tomam boas decisões de financiamento de imóvel, consumo ou da compra de um veículo, e onde as empresas conseguem investir com muito mais qualidade", completa. Redução da taxa básica de juros As falas de Maluhy Filho vêm apenas um dia após o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil (BC) reduzir a taxa básica de juros (Selic) pela quarta vez consecutiva, em 0,25 ponto percentual. Com isso, a Selic ficou em 14% ao ano e atingiu o menor patamar desde março de 2025. Alertas do BC No comunicado, o colegiado afirmou que entre os fatores que trazem riscos para uma possível alta de preços estão: a inflação acima da meta por um período mais prolongado; a alta no petróleo no mercado internacional; eventos climáticos que afetem a produção agrícola e os custos de energia — como o El Niño; os preços ainda elevados de serviços; e uma eventual desvalorização do real. Quadro fiscal Segundo Maluhy Filho, apesar da importância na manutenção das políticas sociais e de transferência de renda, o governo precisa recalibrar o quadro fiscal. "Vimos um aumento da massa salarial, mas que não é sustentável no longo prazo, na medida em que o custo dessas transferências [de recursos] para o país tende a crescer no tempo se você não fizer uma priorização de gastos. Somos a favor da agenda social de transferências, mas precisamos ajustar o fiscal no longo prazo", afirmou. Conclusão Em resumo, o presidente do Itaú Unibanco destacou a importância de reduzir os juros para um patamar mais baixo, o que pode ajudar a diminuir a inadimplência e a impulsionar a economia. Além disso, ele ressaltou a necessidade de ajustar o quadro fiscal para garantir a sustentabilidade das políticas sociais e de transferência de renda. Perguntas frequentes O que o presidente do Itaú Unibanco disse sobre os juros? Milton Maluhy Filho afirmou que os juros brasileiros seguem elevados e devem continuar a se refletir em um aumento da inadimplência e a impactar o orçamento das famílias. Qual é o ideal para as taxas de juros, segundo o presidente do Itaú Unibanco? Segundo Maluhy Filho, o ideal seria que as taxas caíssem para apenas um dígito. O que o BC disse sobre a redução da taxa básica de juros? O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil (BC) reduziu a taxa básica de juros (Selic) pela quarta vez consecutiva, em 0,25 ponto percentual. Quais são os fatores que trazem riscos para uma possível alta de preços, segundo o BC? Segundo o BC, os fatores que trazem riscos para uma possível alta de preços incluem a inflação acima da meta por um período mais prolongado, a alta no petróleo no mercado internacional, eventos climáticos que afetem a produção agrícola e os custos de energia, os preços ainda elevados de serviços e uma eventual desvalorização do real.